domingo, 17 de abril de 2011

Diversão galera!


domingo, 27 de fevereiro de 2011


Morre Moacyr Scliar

O Projeto de Comunicação Rádio e Jornal Riachuelo faz uma homenagem a esse grande mestre, postando esta entrevista que o escritor deu ao jornal, na Feira do Livro de Capão da Canoa, em 2008.

Jornal Riachuelo - Ano II - Nº 7 - Maio de 2008

Moacyr Scliar visita Capão da Canoa
Por Rafael Dalssotto e
Bianca Matos de Barros


JR - O que estás achando de
Capão da Canoa?
Moacyr Scliar - Capão da Canoa é uma
cidade muito importante para mim, pois aqui
passei uma agradável parte da minha infância.
Naquela época, as praias eram muito rotuladas
- o que felizmente hoje já mudou - Torres, por
exemplo, era a praia dos aristocratas; Capão
da Canoa era considerada a praia dos pobres.
E realmente, a minha família era muito
pobre. Meus pais eram imigrantes russos,
morávamos no bairro Bom Fim, em Porto
Alegre e veraneávamos aqui uma semana
por ano. Essa cidade de lá pra cá, cresceu
muito. Naquela época, havia só quatro hotéis
rústicos, de madeira - vocês podem imaginar
do que eu estou falando, da pré-história (risos)
- só havia luz até as dez da noite, quando tudo
se apagava e éramos obrigados a dormir. As
divisórias entre os quartos não os separavam
totalmente, ficava um espaço entre o fim da
parede e o teto, de modo que podíamos ouvir
tudo o que se passava no quarto ao lado, o
que vocês podem imaginar que foi uma ótima
iniciação para mim (risos).
JR - Quais os teus escritores favoritos,
que mais influenciaram a tua obra?
Moacyr Scliar - Érico Veríssimo, Graciliano
Ramos, Machado de Assis, entre outros.
JR - Hoje a internet invade tudo, inclusive
a linguagem. Muitos professores, se
deparam com textos escritos no “internetês”,
que vem atrapalhando muitos alunos
em ocasiões importantes, até mesmo no
vestibular. O que você acha disso?
Moacyr Scliar - Eu vejo o “internetês”
como um código. Na minha época, por
exemplo, havia a língua do “P”, que aliás, eu
nunca consegui falar. Hoje é o “internetês”. Eu
acredito que não há problema em usá-lo,
mas somente na internet. O necessário é saber
em que hora usar que tipo de linguagem.
JR - Alguns de teus livros fizeram parte de
um movimento chamado Realismo Mágico
ou Realismo Fantástico e são trabalhados
pelos professores de Ensino Médio. Muitos
alunos têm dificuldade de compreender este
tipo de obra. O que tu tens a dizer sobre este
movimento?
Moacyr Scliar - Este movimento espelhava
a realidade da maioria dos países da América
do Sul, naquela época, que era a vida sob
ditadura. A censura era muito forte, e então,
se escrevia a história de um modo fantástico,
extraordinário, para que se pudesse fazer uma
crítica política sem que a censura notasse, sem
ser perseguido. Eu poderia citar como exemplo
o livro de um escritor que eu gosto muito,
que é o Gabriel García Márquez, em que ele
narra a queda de um anjo em um campo de
seu país. O anjo é uma figura tipicamente
latina: é sujo, tem as asas cheias de piolhos,
faltam-lhe dentes... E o dono do lugar onde
ele caiu o aprisiona em um galinheiro e passa
a cobrar pela visita daqueles que quiserem
vê-lo. Mas felizmente, a ditadura no Brasil
não existe mais, assim como este movimento
literário também não.
JR - Há algum tempo houve uma
polêmica envolvendo um escritor canadense,
que teria plagiado uma obra sua. Como foi
isso?
Moacyr Scliar - Sim, ele leu o meu livro
Max e os felinos e achou que a idéia do livro era
muito boa para ser desperdiçada na obra de
um escritor sul americano. Ele plagiou a minha
obra e ganhou vários prêmios, sem nunca nem
se dar ao trabalho de me comunicar - porque
não haveria problema para mim se ele me
ligasse ao menos pra dizer que havia usado
meu livro pra se inspirar - e marca muito este
desprezo. Mas tudo ficou assim.
JR - A sua obra é muito marcada
pela parte social, tende a mostrar o lado
daqueles que sofrem preconceito, que são
discriminados, principalmente pela religião:
você é considerado um dos melhores escritores
na temática judaica do mundo (eu poderia
citar como exemplo seu livro O Centauro no
Jardim, eleito um dos 100 melhores livros
sobre judaísmo dos últimos 200 anos). A seu
ver, como está a produção dessa literatura
social, que espelha a realidade dos oprimidos
no Brasil?
Moacyr Scliar - Na verdade a literatura no
Brasil hoje é muito mais voltada para a questão
da violência e das drogas do que para o lado
daqueles que sofrem preconceito, até porque
a situação social destes melhorou muito nestes
últimos anos. O grande problema do Brasil
hoje é a violência e as drogas, e a literatura e o
cinema vêm espelhando essa realidade.
JR - Pra qual público você gosta mais de
escrever?
Moacyr Scliar - Para os jovens,
especialmente, aqueles em torno de 15, 16
anos.
JR - Como é o teu processo de criação
literária?
Moacyr Scliar - Idéias podem sair de
qualquer lugar. Eu escrevo há 15 anos para o
jornal A Folha de São Paulo, todas as segundas-feiras,
fazendo crônicas em cima de notícias
reais. Para isso, leio o jornal todos os dias, e às
vezes só encontro uma idéia para a crônica no
último dia. Mas sempre encontro. Tendo uma
boa idéia, tudo flui com facilidade.
JR - Muitas pessoas têm o hábito de
escrever, mas poucas escrevem bem. Qual o
segredo de escrever bem?
Moacyr Scliar - A diferença entre a
pessoa que tem uma boa idéia e um escritor,
é que o escritor, além de ter uma boa idéia,
sabe escrever. Saber escrever depende de
prática; meu conselho é ler muito os autores
indicados pelos professores, que têm mais
experiência, e também os autores dos quais
a pessoa mais gosta. E, principalmente, gostar
de escrever. Também saber distinguir as boas
idéias daquelas nem tão boas assim: a boa
idéia é aquela que te persegue, que não te
abandona enquanto você não der atenção a
ela. E também é bom escrever sem ter grandes
planos: já houve pessoas que me procuraram
dizendo que tinham idéias para escrever livros,
me perguntando como entrar em contato
com editoras e quando eu perguntava “e
onde está o seu livro?”, me respondiam “ainda
não escrevi.”, então eu dizia “então escreva
primeiro.”. O primeiro passo é escrever.
JR - Como foi para você ter entrado na
Academia Brasileira de Letras em 2003?
Moacyr Scliar - Bem, na verdade foi
uma aventura, foi algo que eu nunca tinha
almejado. Na época houve uma polêmica,
envolvendo o grande poeta Mário Quintana,
que se candidatou e não conseguiu ser eleito.
Mas ele cometeu um grande erro: ele se
candidatou por insistência de outras pessoas,
não por vontade própria. Ele não fazia a menor
questão de se eleger. A candidatura envolve
certas formalidades, como visitar os membros
da Academia, entre outras coisas, que o Mário
Quintana sempre dizia que não iria fazer.
Os gaúchos levaram mais a sério, como se a
Academia tivesse algo contra os escritores
daqui. Então me propuseram que eu me
candidatasse, me disseram que eu tinha boas
chances. A princípio não me interessei, mas
chegou um ponto em que percebi que teria
de escolher: ou me candidatava ou teria que
me mudar do Rio Grande do Sul, pois todos
me cobravam a candidatura. Então, resolvi
tentar e consegui.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Na mais do que a pura verdade...

Participei desse projeto durante um bom tempo,conheci muitas pessoas e aprendi tudo e mais um pouco do que se tinha para aprender dentro da escola.

Já contribui um bocado pra mudar a cara e a voz da mídia dentro da cidade de Capão da Canoa,tentando imprimir uma face jovem e renovada para opinar e levantar questões que evidenciassem maturidade na geração atual.

Exatamente: TENTEI, mas isso não significou que eu tive grandes êxitos, com isso. Porquê não? Minha idéia era que isso fosse construído em grupo, mas como cada um tinha o umbigo maior que o outro e poucos davam o braço a torcer DE VEZ EM QUANDO a coisa nunca ia pra frente.

Confesso que fui ousado demais pela minha posição,afinal era novo no projeto e todos aqueles pormenores que muitos nunca deixaram de jogar na minha cara, mas e os antigos e operantes: por que razão não tinha o mesmo espírito? Por que não eram apaixonados ou pelo menos conscientes do mundo que faziam parte e da ferramenta que tinham em mãos?

Não era só um mecanismo de tocar música de vez em quando na escola ou um lugar pra matar aula, o projeto era uma forma de criar uma possibilidade de crescimento social em quase todas as gamas possíveis e até inimagináveis.

Só que poucos tiveram essa visão e eu falo por mim,pois aqueles que tiveram a mesma visão sabem o que digo.

Sei que é um bocado estranho em plena alta estação ser lançado um texto desse gênero aqui... Não posso fazer nada se um dos meus maiores traços sempre foi a "loucura"(leia-se disposição) mas achei que fosse a hora e momentos mais tranquilos para fazer esse anúncio público (embora isso não signifique nada mais):Desligo-me inteiramente do Projeto de Comunicação Riachuelo.

Faço isso depois de ter vivido muitos conflitos,de ter visto que o que importa no fim das contas aos que com má vontade e desleixo disseram-se membros é aparecer e que só restou aos de boa vontade a zombaria e desprezo de toda uma comunidade. E não pense que não enxergo minha culpa dentro disso,afinal foi o que mais fiz: assumir meus erros em lugar dos que nunca se dispuseram a assumir os próprios.

Agora fico convicto de que cada um tem que seguir seu devido rumo e que dificilmente um projeto social que envolve a mídia vá dar resultado sem a explicação da função da informação. Sorte minha ter em mim já algum conceito do que é comunicar antes do conceito da facilidade de aparecer por qualquer coisinha que foi a "arte" mais aprendida aqui.

Não queria que fosse assim,porém acho que é necessário que eu,já que sou bastante maculado nesse meio,diga algo que não é muito trivial: a verdade. E a verdade é que não existe mais um pingo sequer do objetivo principal,tudo rumou para o desleixo e desinteresse.

Espero que essa nova geração assuma bem a nave Riachuelo e consiga reformar alguma coisa e que não repita o erro grosseiro de colocar o ego antes do cérebro e coração, como eu e outros mais do que eu fizeram, resultando em ataques virtuais e (raramente) pessoais desnecessários, infantilidades e deterioração de um ambiente acolhedor e de fácil assimilação.

Com isso tanto o projeto como toda a comunidade escolar saiu perdendo e muito,mas não estou disposto a consertar o que fiz pois preciso das mãos que quebraram junto comigo e elas não vão se unir nunca mais. Deixe como está e que,como disse antes, a nova geração consiga ao menos dar um novo norte e recriar um ambiente mais "tragável" à cidade.


Curtam bastante esse resto de verão que ainda temos pela frente e semeem ao menos a paz e tranquilidade, só discutam e raramente briguem se assim necessário for. De discórdias o mundão tá cheio e com muita sobra.

Então obrigado a todos que fizeram parte e que presenciaram a ascensão e queda de uma das muitas promessas mal-sucedidas de Capão da Canoa.

Riachuelo, sentirei saudades.

03/02//2011,

escrito por Lucas Melo.

lucasmelorubira@gmail.com

http://twitter.com/eubemqueavisei

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Os 10° colocados

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

RÁDIO 98 FM MUDA DE FREQUÊNCIA E PASSA A SE CHAMAR ENERGIA FM 105.9

Por: Dilfaner Bentes.

A partir do dia 6 de setembro, segunda-feira, a Rádio 98 FM de Capão da Canoa muda de frequência, começa a operar no dial 105.9 e passa a se chamar Energia FM. Confira abaixo uma entrevista com o diretor da emissora, Guga Sengik, que fala sobre o motivo desta modificação:



Reportagem – Qual o motivo da alteração na frequência da Rádio 98 FM para o dial 105.9 e a denominação para Energia FM?


Guga - Recebemos uma visita da ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações - há cerca de dois meses atrás, na qual foi nos informado da necessidade da alteração da freqüência. Desde então, foi nos dado um prazo para esta alteração, prazo esse que estamos cumprindo conforme a solicitação.


Reportagem - Muda alguma coisa em relação a programação atual, seus programas e comunicadores?


Guga - Mudanças sempre são bem vindas, desde que para melhor. Pretendemos mudar sempre, buscando cada vez mais alcançar as necessidades da nossa comunidade.




Reportagem - A emissora está passando por mudanças também na sua sede, com reformas gerais e modificações no seu estúdio?



Guga - Sim, estamos em constantes reformas, pois dentro das nossas possibilidades, procuramos sempre melhorar cada vez mais a qualidade como emissora de rádio, tanto para nossos ouvintes como para nossos parceiros e colaboradores.



Reportagem - Além disso, será feita também a aquisição de novos equipamentos para viabilizar melhor qualidade de áudio aos seus ouvintes?



Guga - Estamos adquirindo um transmissor reserva e, em breve, vamos adquirir um link para transmissões externas. Essa também é uma das nossas preocupações, ou seja, acompanhar as tecnologias para que a qualidade de nossa transmissão seja sempre a melhor possível.




Reportagem – Muito bem. Agradecemos e desejamos a você e a toda sua equipe o mesmo sucesso já obtido na Rádio 98 FM, a partir de agora, com a nova rádio. Que recado você deixaria para os ouvintes que estão ansiosos pela entrada no ar da Energia FM?

Guga - Na realidade não é uma nova emissora, queremos mesmo é continuar sendo a rádio da vida de muitas pessoas. Gostaríamos de agradecer a este espaço nos concedido por este importante veículo de comunicação da nossa cidade e, também, aproveitamos para agradecer a todos os nossos ouvintes, os quais são os responsáveis por essa grande audiência proporcionada em toda a nossa região. Finalizando, deixo aqui meu e mail pessoal: gugaprodutor@gmail.com, para que os seus leitores possam entrar em contato conosco para quaisquer sugestões e críticas que possam nos ajudar a melhorar sempre a nossa programação. Um grande abraço a todos e fiquem com DEUS.